Após visita a 11 mil imóveis no Anhanduizinho, operação Mosquito Zero segue para o Bandeira

Os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) visitaram 11 mil imóveis durante a Operação Mosquito Zero na região Anhanduizinho. Agora, as equipes iniciam a terceira etapa do mutirão, no Bandeira, que a partir desta quarta-feira (12) já conta com quatro pontos de descarte e ação intensificada dos agentes.

Nos quase dez dias que a operação esteve na região atendida pelas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) Los Angeles, Parque do Sol e Aero Rancho, foram visitadas 10 938 imóveis, onde os ACEs orientaram os moradores sobre limpeza de terrenos e como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, e o controle mecânico onde foi necessário.

Ao todo, foram eliminados mais de 500 focos do mosquito em locais com água acumulada e larvas do mosquito. Para a ação, se mobilizaram 64 agentes, que fizeram visitação nas residências todos os dias.

Nova etapa

Na região do Bandeira, serão instalados quatro pontos de coleta de materiais inservíveis de grande e pequeno volume, para que a população possa auxiliar na limpeza dos depósitos de água. Esses pontos foram implantados em locais estratégicos, nos bairros Tiradentes, Moreninha III, Maria Aparecida Pedrossian e Jardim Itamaracá.

Os pontos de coleta estão nos seguintes endereços: Rua Jatuba, esquina com Ingá Doce, no Moreninhas III, Rua Sizuo Nakazato, equina com Deocleciano Dias, no Jardim Itamaracá, Rua Marrey Júnior, esquina com as ruas Loiola e Álvaro Silveira, no bairro Tiradentes, e na rua Tabagi, na esquina com a rua Lagoa Rica, no bairro Maria Aparecida Pedrossian.

Cronograma

A expectativa é de que até abril as sete regiões de Campo Grande tenham recebido uma ação semelhante, conforme cronograma pré-definido.

  • 1ª Semana – Imbirussu.
  • 2ª Semana –  Anhanduizinho.
  • 3ª Semana –  Bandeira.
  • 4ª Semana –  Prosa.
  • 5ª Semana – Lagoa.
  • 6ª Semana – Segredo.
  • 7ª Semana –  Centro.

Dados epidemiológicos

Segundo informação da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, até o dia 11 de fevereiro foram notificados 3.277 casos de dengue em Campo Grande, sendo que 126 deles foram confirmados. O número de óbitos provocados pela doença também subiu, sendo três registrados no Município, de um homem de 30 anos, uma senhora de 74 e uma criança de 9 anos de idade.

Foram registradas 34 notificações de Zika Vírus e 17 de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas.

Durante todo o ano de 2019, foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos.

Apesar dos números expressivos, impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.

Infestação pelo Aedes

Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.

O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.

O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

Fonte: Prefeitura de Campo Grande