Bonito: Prefeito Odilson fala sobre os três primeiros anos de sua gestão

“*Exercer o cargo de prefeito nos dá uma visão única e realista da diferença entre querer e poder, em se tratando do exercício da administração pública”

Eleito em 2016, com 57,22% dos votos, Odilson Arruda Soares, formado em Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Matemática, ex-vice-prefeito, professor aposentado e empresário, fala ao informativo Prestação de Contas sobre a situação encontrada na prefeitura, o início da sua gestão, as prioridades estabelecidas e as ações desenvolvidas desde janeiro de 2017.

Como o senhor avalia o período de transcorrido desde o início da sua gestão?

Exercer o cargo de prefeito nos dá uma visão única e realista da diferença entre querer e poder, em se tratando do exercício da administração pública. Em primeiro lugar, a prefeitura não é uma instituição isolada, como costumamos pensar, e sim parte de um sistema público que trabalha por meio de ações conjuntas, em diferentes esferas, incluindo o Governo Federal e o Governo Estadual, utilizando convênios e contratos que são regidos por procedimentos e prazos legais.

Falando de outra maneira, mesmo utilizando recursos próprios não é rápido comprar um produto ou executar um serviço. As compras de uma prefeitura são realizadas obrigatoriamente por meio de licitação e, por mais que os setores responsáveis estejam preparados o tempo necessário é longo. Uma licitação para compra tem duas fases distintas, a primeira quando uma secretaria ou setor verifica a necessidade de algo e faz uma requisição. Essa etapa vai até a elaboração de um edital. A segunda etapa é iniciada com a divulgação do edital elaborado para que empresas ou particulares interessados em vender apresentem as suas propostas. Ela termina com a escolha da proposta mais vantajosa, seguida pela finalização do processo. Mesmo após a compra, muitas vezes é preciso esperar ainda algum tempo para que o produto seja entregue.

A minha avaliação é de que, mesmo enfrentando dificuldades, temos obtido um bom resultado.

Como foi a fase inicial da sua administração, em 2017? Quanto tempo foi necessário para colocar a casa em ordem e realizar as primeiras ações?

Já tive a oportunidade de afirmar anteriormente que teria imensa satisfação em dizer que recebi a casa em ordem, mas não foi o que aconteceu. Não pretendo justificar quaisquer dificuldades, que já foram superadas, mas o que recebemos foi uma prefeitura em situação caótica, tanto no aspecto financeiro quanto patrimonial, abrangendo todos os setores da administração.

Tivemos que lidar com uma dívida superior a R$ 4 milhões, com a retenção de valores de pensões alimentícias e empréstimos consignados, que foram descontados dos servidores e não pagos, com a regularização de aluguéis e contratos de transporte escolar não honrados e com compromissos em aberto com empresas que fornecem software para registro e controle dos prontuários médico da Saúde e de matrículas e boletins na área de Educação, evitando que os serviços fossem interrompidos.Tem sido grande também o nosso esforço desde então para recuperar e adquirir mobiliários, equipamentos e veículos, grande parte entregues sucateados.

A solução das dificuldades encontradas só foi possível por meio de uma série de ajustes administrativos e econômicos, com a contenção de gastos, a renegociação de parte das dívidas encontradas e a revisão de todos os contratos para obter serviços e compras de qualidade, a preços justos.

As dificuldades iniciais, duramente superadas, foram agravadas no início de 2018 com os prejuízos causados pelas enchentes, mas conseguimos, com uma série de ações, recuperar e colocar nos trilhos a máquina administrativa.

Quais são as prioridades da sua gestão até o momento, quais são elas para o futuro e como o senhor avalia os resultados obtidos?

Entre as nossas principais prioridades está, desde o início, a melhoria dos serviços prestados à população, em todas as áreas, a partir da revitalização e do melhoramento da infraestrutura necessária, incluindo a reforma dos prédios, a aquisição de novos equipamentos e a qualificação dos recursos humanos.

Apostamos também na melhoria da infraestrutura urbana, no aumento do número de ruas asfaltadas, drenagem de águas pluviais e recapeamento.

É um número expressivo de ações que inclui ainda a reforma dos prédios escolares, o aumento do número de vagas nas creches, a melhoria do atendimento à saúde, a renovação da frota de veículos e máquinas, a revitalização da iluminação, com novas luminárias de led, bem como a revitalização completa do Balneário Municipal e do receptivo e dos banheiros da Gruta do Lago Azul.

Por outro lado, é importante dizer que a prefeitura investiu 30% em saúde em 2018, o dobro do índice obrigatório de 15%; e 29,66% em Educação, acima da aplicação mínima exigida de pelo menos 25% da receita.

Aumentamos também os repasses para as entidades assistenciais, entre elas o Hospital Municipal Darcy João Bigaton, que está recebendo neste ano um total de R$ 4.399.000,00 (quatro milhões, trezentos e noventa e nove mil reais).

Além das ações já concluídas muitas se encontram em andamento, e recentemente obtivemos o apoio do governador para asfaltamento da Avenida Matheus Muller, da Rodovia do Turismo, a construção de um minianel rodoviário e a canalização da vala existente na Rua Voluntários da Pátria, na Vila América.

É importante lembrar, nesse sentido, que o desenvolvimento de um município não decorre apenas de ações da prefeitura, mas de ações conjuntas, razão pela qual agradecemos o apoio permanente recebido do governo do Estado, por meio do governador Reinaldo Azambuja e de seus secretários, bem como dos senadores, deputados, vereadores e respectivos partidos pelo empenho para obtenção de recursos e viabilização de projetos.

Mantemos também as importantes parcerias com instituições de caráter assistencial, com o setor privado, entidades representativas e do terceiro setor (ONGs). São essas parcerias que mostram o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável que Bonito precisa.