Polícia Civil recebe visita de membros do Escritório de Investigação dos Estados Unidos

A Delegacia Geral da Polícia Civil recebeu na manhã desta terça-feira (3) a visita de uma comitiva norte-americana com integrantes do Escritório Especial de Investigação da Força Aérea dos EUA, Bureau de Investigação Federal – FBI e marinha. A visita de cortesia serviu para a troca de experiências no combate à criminalidade, com foco no narcotráfico na América Latina.

A comitiva foi recebida pelo Delegado-Geral Adjunto – Adriano Geraldo Garcia e membros da diretoria da PCMS. Durante a conversa, o delegado-geral adjunto pôde explicar um pouco sobre as principais áreas de atuação da Polícia Civil do MS e a parceria com demais órgãos da Segurança Pública, que resultam que a PCMS seja a polícia judiciária mais efetiva do país tendo alcançado uma média de 73% na resolução de homicídios no ano de 2018, índice comparável a países de primeiro mundo.

Dr. Adriano tratou ainda da possibilidade de colaboração para capacitação de agentes em crimes cibernéticos. Área em que a Polícia Civil necessita de maior efetividade em meio à evolução tecnológica.

O diretor do Escritório Especial de Investigação da Força Aérea dos Estados Unidos – Michael Josephson explicou que o grupo atua em diversos países latinos, entre eles, Paraguai, Chile, Bolívia, Colômbia e Caribe. Ele estava acompanhado por David Sorensen e Jean Paraski, da FDP – Force Protection Detachment.

Josphson falou um pouco sobre a Force Protection Detachment – FPD (Destacamento de Proteção da Força em tradução livre), do Departamento de Defesa Americano. Com escritórios em Brasília e Rio de Janeiro os FPDs são tradicionalmente compostos por escritórios militares de multi contra inteligência dos EUA, com agentes da Contra Inteligência do Exército dos EUA, Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea (AFOSI) e Serviço de Investigação Criminal Naval (NCIS).

De acordo com a descrição no site da embaixada norte-americana, em sua área de atuação, os FPDs propõem contato com a nação anfitriã; questões de contra inteligência; pesquisas de ameaças; instruções sobre ameaças; Relatórios investigativos do Departamento de Defesa; notificação de ameaças; e condução ou assistência na produção de avaliações de vulnerabilidade de portos, aeródromos, hotéis e rotas utilizadas pelas forças de trânsito.

Uma das preocupações expostas pelo grupo são as particularidades do narcotráfico na América Latina. O governo americano demonstrou uma grande preocupação com os cartéis mexicanos. Recentemente o presidente Donald Trump considerou que os cartéis deixem de ser chamados de organizações criminosas e passem a ser considerados como “grupos terroristas”.

O diretor do Escritório Especial propôs a troca de experiências por meio de cursos in loco, para que as particularidades de cada país sejam melhor compreendidas, permitindo assim, uma maior efetividade das ações de combate.

Após a reunião, a comitiva seguiu para o Comando Geral da Polícia Militar e segue cumprindo agenda de visitas no período da tarde.

Publicado por: Carlos Eduardo Orácio