Campo Grande / MS - quinta-feira, 21 de outubro de 2021
(67) 99890-6610

Operação do Ministério da Justiça prende 14 mil suspeitos de violência contra a mulher

Publicado em: 24/09/2021 - 10:49

Força-tarefa montada pelo Ministério da Justiça prendeu, em 30 dias, 14 mil suspeitos de crimes de violência contra a mulher. A operação, batizada de Maria da Penha, ocorreu entre 20 de agosto e 20 de setembro em todos os estados e no Distrito Federal.

Os resultados da força-tarefa foram divulgados nesta sexta-feira (24). A operação, segundo o ministério, resultou na instauração de 37 mil inquéritos policiais e no atendimento a 127 mil mulheres vítimas de violência.

Os trabalhos foram realizados pelas polícias Civil e Militar de todo o país, sob a coordenação do governo federal.

“A Operação veio para reforçar o atendimento às mulheres, possibilitando acesso facilitado aos casos de urgência e intensificando o acompanhamento de mulheres assistidas pelos programas de prevenção à violência doméstica e familiar, além de coletar dados para fomentar políticas públicas voltadas ao tema”, informou a pasta em nota.

Dados da Violência contra a mulher

Um levantamento do Monitor da Violência, do G1, aponta que o número de pedidos de medidas protetivas aumentou 14% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram mais de 190 mil pedidos de janeiro a junho de 2021, contra cerca de 170 mil do ano passado.

Isso significa que uma medida protetiva foi pedida a cada 80 segundos no Brasil. A cada hora, são solicitadas 45 medidas protetivas.

Este número, na realidade, é ainda mais alto, já que não foram considerados os dados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Também houve um aumento de 15% no número de medidas protetivas concedidas. Porém, ao mesmo tempo, o número de medidas que foram negadas cresceu 14%, e o de revogadas, ou seja, que foram suspensas, aumentou 41%.

As medidas protetivas são um instrumento legal previsto na Lei Maria da Penha, que completou 15 anos no dia 7 de agosto, para garantir a segurança da mulher e da sua família. Os tipos mais comuns pedem o afastamento do agressor da vítima e da casa e a proibição de qualquer tipo de contato com ela.

Fonte:  g1 DF



Desenvolvido por Argo Soluções