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CPI da Energisa: Investigação detectou irregularidades em 15 mil medidores de energia em MT

Publicado em: 14/10/2021 - 8:03

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa realizou uma sessão nesta quinta-feira (7/10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre os dados apresentados está o de que 1% dos padrões de luz estão com erro, que prejudica o consumidor. O deputado estadual Carlos Avallone afirmou que este índice pode representar cerca de 15 mil padrões. Ele afirmou que mais dados reveladores ainda devem ser apresentados na CPI.

Foi ouvido pela CPI nesta quinta-feira (7/10) o presidente da Ager-MT, Luis Alberto Nespolo, para mostrar resultados dos trabalhos realizados na operação “Tudo às claras”. Além dele, o Secretário adjunto de proteção em defesa dos direitos dos consumidores do Procon, Edmundo Taques, também foi ouvido para mostrar os trabalhos finais desempenhados pelo grupo de fiscalização que atuou na operação. O deputado Carlos Avallone viu com positividade os dados apresentados.

“Uma CPI que nem a nossa ter um aval do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, ter o aval do PROCON, ter aval do IPEM, ter o aval da Decon e da Ager, isso vai dar um respaldo muito grande, não vai ser palpite, opinião, certo? Vai ser um trabalho técnico, talvez os resultados não sejam o que a gente quer ouvir, mas do que eu ouvi ali já tem coisas muito importantes”.

Avallone citou que o grupo irá analisar todo o contexto, seja “do padrão para dentro ou do padrão para fora”. Conforme o que foi apresentado na sessão de hoje, o parlamentar calculou que cerca de 15 mil padrões de luz estão com erro e prejudicam o consumidor.

“Eles já informaram que um por cento dos padrões tem erro, e erro contra o consumidor. Se você for fazer essa conta de um por cento, dá quinze mil padrões, quinze mil medidores. Não é pouco, são números altos, né? […] Então assim, então tem muita informação ali que vai mostrar a amplitude desse trabalho”.

Segundo o deputado os trabalhos ainda devem ser ampliados, apenas a primeira fase de trabalho foi terminada, e um relatório sobre o que já foi analisado será produzido.

“Tem erros e defeitos que precisam ser corrigidos. O atendimento está sendo analisado, a qualidade da atenção dada ao consumidor, a resposta, o tempo de demora de resposta, e é acompanhado pela Ager, que fiscaliza isso. Isso pode gerar uma série de desdobramentos e no nosso relatório vai constar tudo isso”, explicou.

De acordo com Avallone, o grupo de fiscalização está trabalhando desde o segundo semestre de 2020. Ele confia que o MPF, MPMT e Delegacia do Consumidor (Decon) irão tomar as providências necessárias, após a apresentação do relatório.

 

Fonte: Olhar Direto



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