10 de maio, Dia das Mães: Dia de um amor especial!

Ser mãe é uma das missões que mais exigem da mulher em todos os aspectos, fisicamente e emocionalmente. A partir da concepção, a mãe vive, sofre, sorri, sonha, pensa e planeja a vida junto com seu filho. Porém, para algumas mulheres esse caminho é mais árduo, com medos e desafios maiores, mas com recompensas e conquistas mais comemoradas. Elas são mães de crianças especiais.

Em alusão ao Dia das Mães, comemorado neste domingo (10), o Tereré News destaca a história de Ivania Ferreira Vaz que, além da maternidade, largou a carreira para se dedicar aos cuidados da sua filha Maria Eduarda que teve o diagnóstico de paralisia cerebral leve e retardo mental. A luta no tratamento, os desafios superados, as decisões tomadas e a fé que Ivania tem é motivo de força que impressiona e inspira outras mães que tem filhos especiais.

Antes do nascimento da Maria Eduarda, Ivania já tinha uma carreira a seguir, formada em Ciências Contábeis atuante no mercado de trabalho e posteriormente pós graduada em Controladoria.

A gestação foi super tranquila, do jeito que ocorre normalmente. Os exames de pré-natal não apontaram qualquer alteração. Com 39 semanas de gestação Maria Eduarda estava totalmente pronta para vir ao mundo! A surpresa foi no dia em ela nasceu. Ivania revela que o parto foi super complicado, demorou em nascer, Maria ficou 45 dias internada, foi muito difícil porque o estado era gravíssimo e foi um verdadeiro milagre ela sair do hospital.

Aparentemente Maria Eduarda era uma bebê normal, mas com o passar dos meses Ivania percebia que tinha algo diferente, no entanto os médicos diziam que estava tudo normal. Ivania chegou a trocar várias vezes de médico porque Maria demorou em falar e andava com dificuldades. Com quase 5 anos de idade Maria Eduarda foi consultada por uma médica que a diagnosticou paralisia cerebral leve  e retardo mental, consequentemente o tratamento tinha que iniciar urgente para que Maria tivesse uma vida melhor.

Ivania ficou desesperada, porque teria que disponibilizar meio período para o tratamento com vários profissionais e a rotina da família teria que mudar e as prioridades também sofreriam alterações. Nessa época Ivania trabalhava numa cooperativa muito conhecida em Campo Grande, uma empresa que muitos profissionais sonham em fazer parte do quadro de colaboradores, no entanto naquele momento o tratamento da Maria era prioridade! Contudo a magia da maternidade foi mais forte e sem consultar o marido pediu demissão para cuidar da filha.

Ivania relembra que foi muito questionada pelas pessoas, em alguns momentos se sentiu muito sozinha, as pessoas viam muito o lado financeiro, comenta.

Resiliente, todos os dias no período da manhã Ivania levava Maria Eduarda para fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, sala de recursos, sessões de psicoterapia, equoterapia, natação e consultas médicas. Graças à Deus com esse tratamento todo, com essa correria da manhã Maria está bem e cada dia uma evolução no seu desenvolvimento e aprendizado comenta Ivania.

Dedicação

Ivania dedica seus dias ao grande amor de sua vida, pois percebe que Maria Eduarda tem dificuldade em aprender e decide fazer Pedagogia para ajudá-la. Formou-se, é especialista em Educação Especial e Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) apesar da Maria não ter o diagnostico de Autismo ela resolveu se aprofundar nessa área.

Achei que tinha nascido para trabalhar na Contabilidade e através dessa nova fase me identifiquei com a Pedagogia e descobri que sou apaixonada pela arte de ensinar, falou Ivania.

Tive muitos momentos de tristeza, o começo foi muito difícil, mas com fé em Deus agente vence! Hoje sei que foi a melhor coisa que fiz na minha vida: abandonar minha carreira e cuidar da minha filha. Faço o impossível e tudo que posso. Fiz novas amizades que foram fundamentais, tive o apoio de pessoas que nunca conheci na vida, mães de crianças especiais, fico emocionada para falar, relata Ivania.

Por meio desta história de vida aqui retratada, homenageamos todas as mães pela coragem ao lidar com os desafios na busca por autonomia, direitos, acesso a tratamento e tantos outros desafios presentes na vida daquelas que vivem e convivem com as necessidades dos seus filhos.

Que todos como sociedade precisam melhorar. Aprender e ensinar os seus filhos a olhar para o diferente apenas como ele é: um ser humano. Fazer o bem para uma criança que precisa e que… não é sua. O bem aqui é, por vezes, apenas atenção! Segurar a mão, dar carinho, um abraço, ouvir, por mais que ela não fale, e entendê-la, por mais que seja impossível. Às vezes, não demora mais do que dois minutos do seu dia.

E muitas mães vivem também hoje um dia especialmente dramático, afastadas e privadas de convívios com os filhos, seja por vários motivos. Muitas crianças vivem hoje um dia triste e angustiante, sentindo a falta da mãe ou sentindo-se diferentes das outras crianças.

Sem esquecer-se das mulheres que ainda não são mães e lutam pelo tratamento da fertilização ou mesmo já são diagnosticadas pela infertilidade.

Ao invés de centrarmos apenas na figura da mãe, seria muito importante focarmo-nos no Dia das Pessoas Especiais. Porque aquilo que liga as pessoas não é necessariamente o laço biológico. É o amor. Como dizia um dia uma criança, “o amor é a cola que une as pessoas”.

Uma homenagem a essas guerreiras que com amor, superam desafios e preconceitos fazendo brotar a esperança!

Outras comemorações neste dia:

  • Dia da Cavalaria
  • Dia do Campo
  • Dia da Cozinheira
  • Dia do Guia de Turismo
  • Dia Mundial da Luta Contra o Lúpus

 

Simone Kay – Tereré News

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Por Chico Oliveira/Tereré News   Empresa Jornalística    ouça este conteúdo   Edição Impresa.