Colaboração da Polícia Civil em operação da Polícia Federal resulta em buscas e apreensões sobre sete policiais

O Delegado-Geral da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul – Marcelo Vargas Lopes, juntamente com o Corregedor-Geral da PCMS – Márcio Custódio, o Delegado Regional Executivo da Polícia Federal – Alex Sandro Biegas e o Delegado Regional Executivo de Combate ao Crime Organizado – Antônio Carlos Knoll de Carvalho – participaram na manhã desta quinta-feira (28) de uma coletiva de imprensa sobre a operação Arithmoi, deflagrada pela PF, com a participação da PCMS, e que resultou  em buscas e apreensões relacionadas a sete policiais civis.

Esta é a 4ª fase da Operação Nepsis e teve como alvo policiais civis que davam suporte ao escoamento da produção de cigarro provenientes do Paraguai garantindo os corredores logísticos, ou seja, não promoveriam a apreensão dos carregamentos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de cinco policiais civis. Outros dois envolvidos já eram aposentados.

Os 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Amambai, Iguatemi, Itaquiraí, Naviraí e Ponta Porã, sendo que três alvos não foram localizados. A investigação apontou ainda que mais de 1.200 carretas de cigarro tenha trafegado no período de um mês.

O Delegado-Geral da Polícia Civil explicou que todos os policiais investigados residem nos locais de lotação, sendo seis investigadores e um perito papiloscopista. Ele esclareceu ainda que os mandados foram cumpridos por determinação judicial e que agora será encaminhada à Corregedoria que já determinará o afastamento compulsórios dos mesmos. A partir daí será instaurado o processo administrativo disciplinar que visa individualizar a participação de cada um. Todos os envolvidos já tiveram suas armas e funcionais recolhidas.

Sobre as recorrentes prisões de policiais civis, dr. Marcelo Vargas reforçou que a instituição não se omite em investigar seus integrantes. “Nós temos dois delegados de polícia presos… temos outros policiais também envolvidos com narcotráfico, e todos continuam presos. E agora estes, afastados compulsoriamente”, enfatizou o Delegado-Geral.

Pelas listas apreendidas, a polícia estima que cada ciclo de transporte gerava em torno de R$ 800.000 (oitocentos mil reais). Valor divido entre diversos operadores.

Publicado por: Carlos Eduardo Orácio

Fonte: Polícia Civil

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Por Chico Oliveira/Tereré News   Empresa Jornalística    ouça este conteúdo   Edição Impresa.