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Alcoolismo: como superar drama familiar, e escrever uma nova história

Publicado em: 14/07/2021 - 10:13

Pai, mãe e irmãos com dependência do álcool. Foi nesse lar que José Ferreira Rocha Neto, o ‘Zé do Anache’ foi criado, ganhando como herança o alcoolismo por quase 14 anos de sua vida. “Eu sofri esse drama na própria pele, pois fui um alcoólatra em ativa por muito tempo. Nasci num lar, onde meu pai e minha mãe eram alcoólatras, e todos os meus irmãos, sendo quatro homens, duas mulheres, e mais um irmão de criação. Todos nós fomos vítimas do alcoolismo”, disse.

A ameaça de perder família e as oportunidades que desperdiçava fizeram com que Zé do Anache reagisse contra a dependência química, começando a parti daí, a transformar sofrimento em missão de vida.

No último dia 7 de junho, Zé do Anache comemorou 28 anos sem colocar um gole sequer de álcool na boca. Conforme ele, “é uma batalha diária. Graças a Deus eu consegui dar a volta por cima, com o apoio de minha esposa e dos meus filhos. E quando eu pedi socorro, na hora mais difícil da minha vida, os alcoólicos anônimos abriu as portas para mim”.

Um dos seus grandes aprendizados, contou Zé do Anache, foi o sentimento de gratidão por ter recebido a sobriedade. Infelizmente, seu irmão não teve a mesma firmeza de propósitos, vindo a sofrer uma recaída depois de 32 anos de sobriedade, o que acabou levando-o à morte. “O alcoolismo é uma doença tríplice: física, mental e emocional. Porém, as entidades que trabalham com a prevenção do álcool, como é o caso dos Alcoólicos Anônimos, vão bem mais além, classificando a dependência do álcool também como uma doença espiritual”, avaliou.

 

Missão de vida

Há cerca de 30 anos, Zé do Anache está à frente do Movimento de Apoio Social Campo-Grandense (MASC), ajudando não só as pessoas diagnosticadas com o alcoolismo, mas também os familiares dos assistidos, e a comunidade em geral que se encontra no estado de vulnerabilidade social.

Durante a pandemia da Covid-19, o MASC intensificou seu trabalho, pois muitos devido ao desemprego não estão conseguindo nem mesmo o básico, que é a alimentação.

Entre as ações do MASC, destacamos a distribuição de cestas básicas; fraldas geriátricas, empréstimos de cadeiras de rodas, muletas, andadores; realizações de cursos para geração de renda; eventos de confraternização em datas comemorativas como o Dia das Crianças, Natal, entre outras atividades, atendendo não só Campo Grande, mas outros municípios do Estado.

Segundo Zé do Anache, o serviço assistencial prestado à população pelo MASC é bem amplo, por isso, “toda a ajuda é bem-vinda, desde doações de fraldas geriátricas, cadeiras de rodas, muletas, andadores, alimentos, até recursos financeiros”.

Em sua mensagem final, Zé do Anache foi contundente ao afirmar que “o álcool nos coloca em estado de impotência, afastando-nos de todos os princípios. O indivíduo tem que “dar o braço a torcer” de que sozinho não vai conseguir superar a doença. Só quando abraçamos a vontade de largar do álcool, permitindo o apoio de amigos, familiares, comunidade terapêutica, até mesmo de uma religião, ou de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), é possível dar novo sentido para vida. Uma coisa que nós do Masc não desistimos é da vida, sempre colocando Deus em primeiro lugar”.

Para assistir a entrevista concedida ao programa “Bate-papo com Cristina Gomes” acesse o link: https://youtu.be/W9HjygHz16Q

Serviço:

Movimento de Apoio Social Campo-Grandense (MASC)

Telefone: (67) 9 9201-0873 (WhatsApp)

E-mails: masc.social@gmail.com / osc.mas@gmail.com

Endereço: Francisco Pereira Coutinho, 2.471 – Jardim Anache.

PIX: 141.376.821-00

 

Fonte: Assessoria



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