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Dia do Amigo: técnicas em enfermagem relatam que rotina difícil da pandemia e plantões na ala Covid-19 fortaleceu amizade

Publicado em: 16/07/2021 - 2:58

“Choramos juntas, passamos por dias de muita exaustão, mas não deixamos nos abater”, conta amiga 

 

“Quem tem um amigo tem tudo” e 20 de julho, data que celebramos o Dia do Amigo, existe para reforçar este ditado.

Por coincidência ou não, há quase três anos as vidas das técnicas em enfermagem Gezicleia Barbosa dos Santos e Apatrícia Escobar Marinho Vilela se cruzaram. O encontro no Pronto Atendimento Adulto do Hospital Unimed Campo Grande poderia ser apenas profissional, mas a afinidade entre elas fez com que as profissionais da saúde se tornassem grandes amigas. 

A amizade começou quando elas passaram a dividir os plantões, muitos de 12 horas seguidas. Com o grande fluxo de pacientes, as duas procuravam ajudar uma à outra para tornar o expediente mais leve e agradável. Com o tempo, muitos profissionais entraram e saíram da cooperativa médica, mas elas permaneceram ali, firmes e, por isso, também aproximaram-se cada vez mais. 

Cleia e Paty, apelidos carinhosos pela qual elas se chamam, deixam claro que a admiração é um sentimento recíproco entre as duas.  

“Nossa amizade foi além das portas da Unimed CG. A Cleia é uma pessoa que dá prazer estar perto. Ela é sempre muito clara e direta no que precisa dizer, mas também está sempre disposta a ajudar a todos. É realmente uma pessoa muito humana”, relata Apatrícia. 

“Fomos nos identificando por conta de sermos muito parecidas. A Paty é muito humana, uma mulher íntegra e com princípios, tem sempre conselhos que edificam a minha vida e que me fazem refletir. A gente está sempre se apoiando. Quando uma cai a outra levanta e assim a nossa amizade só se fortaleceu cada dia mais”, reforça Gezicleia. 

Entre uma saída e outra para um café ou para fazer compras, seus maridos se conheceram e se deram tão bem que também criaram um vínculo de amizade.  

Durante a pandemia as amigas trabalharam juntas por dois meses nos plantões do Pronto Atendimento de Síndrome Respiratória, onde são atendidos pacientes com Covid-19. Foi ali que Gezicleia diz ter recebido a amizade de Apatrícia como um presente de Deus. “Foram dias bem complexos, difíceis, e a Paty foi de extrema importância para me manter em equilíbrio. A gente chorou juntas, passamos por dias de muita exaustão, mas não deixamos nos abater”, relembra. 

Com os pais morando fora de Campo Grande, os de Gezicleia em São Paulo e os de Apatrícia em Camapuã (MS), a preocupação com a saúde deles em relação ao coronavírus era ainda muito presente na rotina delas e, mais uma vez, a amizade das duas foi a força que precisavam para superar mais essa dificuldade.  

Hoje, as duas famílias são muito próximas e, apesar do momento exigir distanciamento social e outros cuidados essenciais até que a pandemia da Covid-19 termine, as amigas seguem unidas no trabalho e fora do hospital estão sempre “juntas” por meio de mensagens e áudios de WhatsApp. “A gente se fala todos os dias pelo Whats, sempre dando conselhos, trocando receitas, dicas de músicas, contando as novidades, orando uma pela outra. Hoje, a Cleia é minha melhor amiga e uma irmã que a vida me presenteou. Eu agradeço a Deus por tê-la na minha vida”, fala Apatrícia. 

“Essa amizade representa muito para mim. Tenho certeza que é para a vida toda. Eu costumo dizer que tem pessoas que a gente conhece e outras Deus nos apresenta e eu não tenho dúvida que a amizade da Paty foi um presente de Deus. Eu a amo como se fosse minha irmã”, conclui Gezicleia. 

 

 

Fonte: Comunicação Unimed Campo Grande



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