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Na Europa, WhatsApp vira alvo de reclamações por mudanças de privacidade

Publicado em: 12/07/2021 - 9:30

O WhatsApp recebeu nesta segunda-feira (12) uma enxurrada de reclamações da Organização do Consumidor Europeu e outros órgãos sobre uma atualização da sua política de privacidade, o que gerou protestos globais e levou alguns usuários a mudar para os aplicativos rivais Telegram e Signal.

Em janeiro, o app introduziu uma política de privacidade que permite compartilhar alguns dados com o Facebook e outras empresas do grupo. A empresa disse que as mudanças permitem que os usuários enviem mensagens para empresas e não afetam as conversas pessoais.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) e oito de seus membros criticaram as mudanças e apresentaram queixas à Comissão Europeia e à rede europeia de autoridades de defesa do consumidor, dizendo que o WhatsApp estava pressionando injustamente os usuários a aceitar suas novas políticas.

“O conteúdo dessas notificações, sua natureza, tempo e recorrência colocam uma pressão indevida sobre os usuários e prejudicam sua liberdade de escolha. Como tal, são uma violação da Diretiva da UE sobre Práticas Comerciais Desleais”, disse o grupo em um comunicado conjunto.

“O WhatsApp não conseguiu explicar em linguagem simples e inteligível a natureza das mudanças… Essa ambiguidade equivale a uma violação da lei do consumidor da UE que obriga as empresas a usar termos de contrato e comunicações comerciais claros e transparentes”, disseram eles.

O Facebook disse que o BEUC entendeu tudo errado. “A ação do BEUC é baseada em um mal-entendido sobre o propósito e efeito da atualização dos nossos termos de serviço”, disse um porta-voz.

“A atualização não expande nossa capacidade de compartilhar dados com o Facebook e não afeta a privacidade de suas mensagens com amigos ou familiares, onde quer que estejam. Gostaríamos de ter a oportunidade de explicar a atualização ao BEUC para esclarecer o que é significa para as pessoas.”

O grupo de consumidores pediu que a rede europeia de autoridades dos consumidores e as autoridades de proteção de dados da UE trabalhem em conjunto para resolver estas questões de privacidade e direitos dos consumidores.

Fonte: CNN Brasil


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