Paixão – Por: José Everaldo Andrade Souza

Maçom não deve e não pode se deixar levar pela
paixão, seja qual for a situação em que se encontre: apresentando, defendendo ou criticando
uma idéia, julgando uma obra, elogiando um trabalho ou censurando
uma atitude. O maçom, como adepto da perfeição que busca atingir,
deve ser tranquilo, prudente, coerente e acima de tudo, um analista consciente. O maçom não pode
pender, nem para o elogio exagerado ou gratuito, nem para a crítica
sistemática ou mordaz, e muito menos oscilar entre as duas posições.
Cabe ao maçom, como garimpeiro da sabedoria, catador incessante das gemas preciosas do saber, do compreender e do sentir,
“ver” o que lhe é oferecido. Examinar, estudar, analisar, e, longe de
aplaudir excessivamente ou criticar
severamente, alertar para o bem ou
para o mal que poderá advir de tal
ou qual objeto analisado. Entendemos que o maçom antes de criticar
deve, isto sim, apontar os inconvenientes ou males que poderão
acontecer, bem como, evitando elogios entusiásticos, mostrar as virtudes ou os bens que possivelmente
resultarão.
Temos visto muitos Irmãos
abandonarem a Ordem: uns, porque suas idéias não sendo muitas
vezes bem compreendidas, foram
criticadas, deixando-os magoados (o que também não poderia acontecer), outros, exagerando a defesa
ou o ataque, acabaram confundindo
o homem com a idéia e indispondo-se com os demais. E tudo por
que? Porque o maçom se deixou
dominar pelo arrebatamento, pela
paixão. O ideal será o exame sereno e racional e a opinião resultante,
sempre que possível esclarecedora,
harmonizando a idéia com a realidade, baseada, principalmente, no
respeito que tudo e todos merecem.
Sabemos que vencer a paixão é difícil. É uma dura luta, mas, convenhamos, merece ser lutada, a fim de
que a harmonia reine, e fundamente o nosso progresso individual e
coletivo.

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Nos siga no Google Notícias   Autor e Fonte: Jornal Eletrônico em Mato Grosso do Sul - Tereré News
Por Chico Oliveira/Tereré News   Empresa Jornalística    ouça este conteúdo   Edição Impresa.